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Para cães que puxam quando andam à trela

Se o seu cão puxa quando anda à trela, mesmo que seja de porte pequeno e a força que faz não o incomode a si, opte por um peitoral. Existem vários modelos no mercado, de peitorais regulares a peitorais anti puxão.

Embora seja uma questão de escolha, a minha sugestão é optar por um peitoral anti puxão (Dog Tools, Easy Walk, são dois exemplos) se sentir que o seu cão o arrasta e que tem dificuldade em contê-lo. Se ele for de porte pequeno, ou se a força com que puxa não representar dificuldade em o controlar, opte por um peitoral regular.No caso de cães de porte pequeno (Chihuahua, por exemplo) é fácil desvalorizarmos o potencial que uma coleira tem para causar danos, porque não nos causa grande transtorno eles puxarem a trela com toda a sua força. Mas tudo é relativo! Um cão pequeno, que use coleira e puxe com força, pode sofrer danos à mesma.

A pressão que a garganta sofre, quando um cão usa coleira e puxa a andar à trela, pode provocar: colapso da traqueia, desmaio, falta de ar, danos nos tecidos circundantes da tiroide, vómito, dor, a intensificação de algumas doenças oculares – glaucoma, por exemplo – e outros. A maioria dos modelos de peitoral não exerce pressão na garganta, quando o cão puxa a trela. Mas alguns modelos assentam muito perto da garganta e podem aplicar-lhe pressão nessas alturas.

Certifique-se que o peitoral fica bem ajustado ao corpo, para evitar que o seu cão se consiga soltar. Não há inconveniente em colocar uma coleira no seu cão, depois de treinado! As coleiras são mais práticas e fáceis de colocar e tirar.

Para cães reativos ou agressivos com outros cães

Quando o nosso cão reage mal a outros, enquanto nos cruzamos com eles durante o passeio, a tendência é quase sempre dar-lhe um esticão, um berro, ou uma palmada, e continuar a ralhar durante algum tempo depois do outro ter passado. Reagimos assim, porque não queremos esse comportamento.

Mas o que acontece na realidade, quando punimos um cão reativo ou agressivo na presença de outros? Várias coisas:

a) o outro cão pode ficar associado à punição, também, o que tende a intensificar a emoção negativa que o nosso cão está a sentir;

b) o nosso cão pode aprender a inibir todos os sinais de aviso, fazer uma investida mais rápida e morder;

c) pode redirecionar o stress, frustração ou medo que sente no momento, e morder-nos.

No que concerne problemas de comportamento, existiu (e ainda existe) a preocupação e foco na modificação do comportamento, em si, ignorando o estado emocional que está a provocar o comportamento. Mas alterar o estado emocional do nosso cão é essencial! Se substituirmos uma emoção negativa por uma positiva, o comportamento problemático desaparece ou, na pior das hipóteses, melhora.

Tome em consideração que a reatividade pode ser provocada por excitação excessiva, frustração, medo, stress. A agressividade tende a ser provocada por stress, frustração, medo, ansiedade. A forma mais eficaz de substituir esses estados emocionais por estados de relaxamento, tolerância, ou até alegria, é associar os outros cães a algo prazeroso.

De futuro, em vez de punir o seu cão quando reage mal a outros, leve uma guloseima que ele “ame de paixão” e vá-lhe dando pedaços enquanto passa por outros cães. Ou leve um brinquedo favorito e faça um jogo de puxa-puxa. Antecipando a sua pergunta “E se ele não ligar nenhuma nem à comida, nem ao brinquedo?”, sugiro começar por passar por outros cães a uma distância maior, se possível, e ir diminuindo a distância consoante ele se for tornando mais tolerante.

Dicas para uma ótima chamada

Não devemos esperar que um cão vá ter com o dono, quando o chama, simplesmente porque gosta dele. Esta é uma fantasia nossa. Claro que os cães criam laços emocionais connosco, e gostam de nós! Mas também gostam de explorar o meio ambiente, farejar, marcar território, interagir com outros seres…

Para além de inevitavelmente entrarmos em competição com os vários estímulos que o cão acha atrativos, logo aí, a resposta ao nosso chamamento poder falhar, também cometemos erros que contribuem para falhas na chamada: chamar o cão para o punir…chamá-lo para lhe dar um comprimido…confundi-lo usando pistas diferentes (anda cá, aqui, toma!)… não o recompensar quando vem, especialmente numa fase inicial do treino…

Eis algumas dicas para ensinar uma ótima chamada ao seu cão:

  • associe a pista (anda cá, por exemplo) a uma recompensa, antes de o começar a treinar;
  • quando o chama, diga o nome dele, seguido da pista, e incentivo após uns 3 segundos de o ter chamado (bater palmas, assobiar, “corre!”, “rápido!”, etc.);
  • recompense-o por vir quando o chama, mas também quando ele toma a iniciativa de vir ter consigo sem ser chamado;
  • crie uma hierarquia de recompensas, utilizando as preferidas do seu cão em situações difíceis, e as menos preferidas em situações fáceis;
  • dentro da hierarquia de recompensas, varie-as para provocar expectativa;
  • utilize recompensas que já se encontram no meio ambiente – ir brincar com outro cão, roer uma pinha, brincar com um pau, farejar;
  • para poder treinar a chamada de forma controlada, utilize uma trela de 10 metros;
  • concentre-se em ensiná-lo, em vez de o punir quando falha – uma pista (anda cá, por exemplo) que é ora associada a uma recompensa, ora a uma punição, torna-se confusa para o cão. No caso da chamada, ele poderá aprender a hesitar ou a não responder à pista, sequer;
  • gira a distância a que o chama em função do grau de dificuldade da chamada – chame-o de mais longe se não houverem distrações, e de muito mais perto se estiver focado num estímulo qualquer.

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